Incêndios continuam a mobilizar milhares de operacionais em Portugal; alerta poderá ser prolongado
A situação de alerta devido aos incêndios florestais em Portugal deverá ser prolongada, uma vez que vários focos continuam ativos em diferentes regiões do país. Enquanto o incêndio de Vouzela apresenta um cenário mais controlado, outras ocorrências seguem exigindo uma forte mobilização de meios.
Incêndio em Valdreu mantém três frentes ativas
No concelho de Vila Verde, o incêndio na freguesia de Valdreu continua com três frentes ativas. O alerta foi dado às 15h31 deste domingo e, até o momento, estão empenhados no combate às chamas 109 operacionais, apoiados por 24 veículos e seis meios aéreos.
Segundo as informações disponíveis, o fogo está a consumir áreas de floresta, mas não representa, neste momento, ameaça direta às habitações ou às populações.
Incêndio de Vouzela segue controlado, mas vigilância continua intensa
O incêndio de Vouzela, que teve início na madrugada de quinta-feira, encontra-se mais estável. Apesar disso, mais de 1.000 operacionais, cerca de 390 veículos e sete meios aéreos permanecem no terreno para evitar possíveis reacendimentos.
O incêndio já consumiu mais de 13 mil hectares e deixou um rasto significativo de destruição. Duas pessoas sofreram ferimentos graves — uma com queimaduras de segundo e terceiro grau e outra com traumatismo craniano. Além disso, foram registados oito feridos ligeiros, entre eles quatro bombeiros.
Fábrica destruída pelo fogo em Campia
Um dos maiores prejuízos provocados pelo incêndio de Vouzela foi a destruição total de uma fábrica de transformação de madeira, localizada na zona industrial de Campia.
A unidade foi reduzida a cinzas, e os prejuízos são estimados em cerca de quatro milhões de euros.
Bombeiros reforçam preparação para período crítico
Com a chegada da fase considerada mais crítica da época de incêndios rurais, corporações de bombeiros em todo o país intensificam a preparação para enfrentar um verão que poderá voltar a ser bastante exigente.
As elevadas temperaturas e o risco máximo de incêndio em várias regiões reforçam a necessidade de manter equipas e equipamentos preparados para responder rapidamente a novas ocorrências.
Autarquia e Liga dos Bombeiros apontam falhas
Apesar de o incêndio de Vouzela estar dominado, o risco de reacendimentos continua elevado. A autarquia de Vouzela manifestou preocupação com a falta de meios durante o combate às chamas.
A Liga dos Bombeiros também fez críticas à resposta da Proteção Civil, apontando falhas na prevenção e defendendo melhorias na gestão e preparação para este tipo de ocorrência.
As autoridades continuam a acompanhar a evolução dos incêndios e mantêm a recomendação para que a população siga todas as orientações de segurança enquanto persistirem as condições de elevado risco.
Fonte: SIC Notícias
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