Incêndio em Espanha já é o mais mortal do país em mais de duas décadas; maioria das vítimas será de estrangeiros
O incêndio florestal que atinge a província de Almería, no sul de Espanha, já é considerado o mais mortal registrado no país em mais de duas décadas. Até o momento, as autoridades confirmaram 12 mortes, enquanto cerca de 20 pessoas continuam desaparecidas. O número de vítimas ainda pode aumentar.
A tragédia ocorreu na região de Los Gallardos, município localizado na comunidade autônoma da Andaluzia. Segundo os serviços de emergência, muitas das vítimas tentavam escapar das chamas de carro, mas acabaram ficando encurraladas pelo fogo em uma estrada que não fazia parte da rota oficial de evacuação.
As autoridades classificaram o desastre como uma “tragédia sem precedentes”. O incêndio continua intenso, impulsionado pelos ventos quentes e pelas altas temperaturas, além de avançar perigosamente em direção a áreas com moradias dispersas.
De acordo com as investigações iniciais, o fogo pode ter sido provocado pela queda de uma linha privada de eletricidade que abastecia uma residência e um restaurante abandonados. No entanto, a causa ainda segue sob investigação.
A maioria das vítimas deverá ser composta por turistas ou residentes estrangeiros. Embora as identidades ainda não tenham sido divulgadas oficialmente, há fortes indícios de que algumas delas sejam de turistas britânicos, já que um dos veículos encontrados completamente queimado possuía o volante do lado direito.
O incêndio, que começou na quinta-feira, ainda não foi controlado. Com temperaturas em torno dos 30°C, o trabalho das equipes de combate ao fogo segue sendo dificultado pelas condições climáticas. Enquanto isso, a evacuação das áreas de risco continua.
Diversas autoridades manifestaram solidariedade às vítimas e apoio às equipes de emergência. O rei Filipe VI enviou uma mensagem de incentivo aos profissionais que atuam no combate às chamas. O presidente do Governo da Espanha afirmou que haverá máxima colaboração entre as instituições para enfrentar a situação. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prestou solidariedade às famílias afetadas e destacou o trabalho dos bombeiros.
O presidente da Câmara de Los Gallardos resumiu o cenário de destruição ao afirmar que “parece que caiu uma bomba” sobre a região.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal informou que acompanha a evolução da situação e, até o momento, não recebeu informações sobre cidadãos portugueses entre as vítimas.
A tragédia traz à memória o incêndio de Pedrógão Grande, em Portugal, onde muitas pessoas também perderam a vida ao tentarem fugir de carro e acabarem cercadas pelas chamas.
Fonte: SIC Notícias
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