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Homem de 70 Anos Espera 36 Horas nas Urgências do Amadora-Sintra Após Suspeita de AVC

Por Bruna
07/09/2026 às 14:19
Homem de 70 Anos Espera 36 Horas nas Urgências do Amadora-Sintra Após Suspeita de AVC

A pressão assistencial e os constrangimentos crónicos nos serviços de urgência da região de Lisboa voltaram a marcar a atualidade. Um doente crónico de 70 anos esteve um total de 36 horas retido na Urgência do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) no final de agosto, tendo aguardado quase 23 horas consecutivas apenas para ser observado pela primeira vez por um médico, apesar de ter sido classificado com pulseira amarela.

O caso, reportado pelo jornal Observador, foi tornado público pela esposa do utente, Maria do Céu, que classificou a situação como “surreal”.

Mapeamento do Caso e Cronologia do Atendimento

Momento / EtapaDetalhes do Atendimento Hospitalar
A Admissão (29 de agosto)“João” (nome fictício) deu entrada na Urgência Geral pelas 15h05, transportado de casa em Massamá por indicação do CODU (INEM), apresentando sintomas compatíveis com um novo Acidente Vascular Cerebral (tendo já antecedentes de AVC em 2024).
Triagem e Falha na Via VerdeFoi atribuída pulseira amarela, embora a Via Verde AVC (que acelera protocolos clínicos nestes quadros) não tenha chegado a ser acionada.
A Espera CríticaO doente passou cerca de 23 horas à espera antes de qualquer observação médica inicial.
O “Esquecimento” do ProcessoSó na madrugada de 31 de agosto, pelas 02h30, após a mulher questionar diretamente o gabinete médico, se percebeu que o processo clínico tinha ficado perdido e esquecido entre a avalanche de casos do plantão.
Alta HospitalarA alta médica só foi emitida mais de 13 horas após a primeira consulta, totalizando 36 horas de permanência na urgência.

A Crónica dos Tempos de Espera e a Pressão no Amadora-Sintra

O episódio protagonizado por “João” ilustra uma realidade recorrente de falhas operacionais e sobrecarga nos hospitais da Área Metropolitana de Lisboa. Nos últimos dias, os tempos de espera para utentes com pulseiras amarelas e verdes têm-se mantido em patamares alarmantes — ultrapassando habitualmente as nove horas para casos urgentes e acumulando situações extremas, como o caso de uma idosa de 96 anos que aguardou mais de 16 horas sem ser atendida.

Profissionais de saúde e utentes continuam a alertar para a necessidade de um reforço profundo dos recursos humanos e operacionais para mitigar o colapso das urgências polivalentes perante a forte pressão assistencial.

Comunidade: O Que Pensa da Situação Crítica nas Urgências Hospitalares?

  • Acredita que a sobrecarga e os longos tempos de espera nas urgências hospitalares exigem medidas estruturais urgentes por parte da tutela da saúde, ou considera que o sistema está próximo do limite?

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