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Três incêndios começam ao mesmo tempo em Coimbra e chamas ameaçam habitações

Por Amigos em Coimbra
19/09/2026 às 16:12
Três incêndios começam ao mesmo tempo em Coimbra e chamas ameaçam habitações

Fogos acabaram por se juntar e mantêm duas frentes ativas. Em Vila Nova de Poiares, casas da aldeia de Sabouga foram salvas e não há registro de feridos.

Três incêndios começaram praticamente ao mesmo tempo no distrito de Coimbra na tarde deste sábado. Com o avanço das chamas, os fogos acabaram por se juntar, formando duas frentes ativas e aumentando a preocupação entre bombeiros e moradores das regiões atingidas.

A situação mobilizou um grande dispositivo de combate. Pelas 17:30, estavam mobilizados 661 operacionais, apoiados por 197 veículos e 11 meios aéreos.

Chamas ameaçaram aldeia de Sabouga

Um dos pontos de maior preocupação foi a aldeia de Sabouga, em Vila Nova de Poiares. Segundo informações da Proteção Civil à agência Lusa, a localidade esteve em risco devido à aproximação das chamas.

Apesar dos esforços das equipes no terreno, o fogo conseguiu atravessar estradas e aparentava avançar em direção à serra São Pedro Dias.

O alerta para este incêndio foi dado pelas 13:41, no lugar de Sabouga, freguesia de Lavegadas, no concelho de Vila Nova de Poiares, distrito de Coimbra.

Pelas 15:40, o comandante do Comando Sub-regional da Região de Coimbra, Carlos Tavares, informou à Lusa que havia algumas aldeias em risco, com as chamas se aproximando das localidades. Sabouga estava entre elas.

Casas foram salvas e não há feridos

Apesar dos momentos de tensão, todas as casas da aldeia de Sabouga que estiveram na linha do fogo foram salvas. Também não foram registrados feridos ou danos, segundo o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, Nuno Neves.

Em declarações à agência Lusa por volta das 17:20, o presidente destacou que proteger as habitações era uma das principais prioridades da operação.

“Felizmente, conseguimos salvar as casas, que era o nosso propósito. Não há feridos e nem danos e isso é que é de registar depois dos momentos de aflição vividos” na aldeia de Sabouga, afirmou.

Nuno Neves alertou, no entanto, que o incêndio continuava ativo e que estavam previstos ventos fortes para o final da tarde.

Segundo ele, o reforço de operacionais e dos meios aéreos foi fundamental para impedir que o incêndio ganhasse proporções ainda maiores.

“Houve um reforço de operacionais e meios aéreos, uma operação musculada, que permitiu travar o incêndio. De outra forma isto teria tomado outras proporções”, declarou.

Grande quantidade de vegetação preocupa

Outro fator que dificulta o combate às chamas é a grande quantidade de material combustível existente na região.

De acordo com Nuno Neves, há muitos eucaliptos, mato e árvores caídas que ainda permanecem no terreno após a passagem da tempestade Kristin, em fevereiro, que atingiu a região Centro de Portugal.

A presença desse material aumenta a preocupação das autoridades, especialmente diante da previsão de ventos fortes.

Incêndio também mobiliza bombeiros em Arganil

Outro incêndio foi registrado no concelho de Arganil, também no distrito de Coimbra. O alerta ocorreu pelas 13:35, na localidade de Murganheira, freguesia de Pombeiro da Beira.

Em determinado momento da ocorrência, esse incêndio mobilizava 189 operacionais, apoiados por 56 veículos e cinco meios aéreos.

Inicialmente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) apresentava separadamente os meios envolvidos nos dois incêndios. No entanto, pelas 17:30, a página oficial da entidade passou a concentrar os números na ocorrência de Arganil.

Nesse horário, o dispositivo mobilizado contabilizava 661 operacionais, 197 veículos e 11 meios aéreos.

As autoridades e equipes de emergência permanecem mobilizadas diante das frentes de incêndio e das condições que podem favorecer o avanço das chamas na região.

Fonte: CNN Portugal

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