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“Má Decisão”: Último Diretor do SEF Critica Extinção do Serviço e Aponta Falhas na Atuação da AIMA e da PSP

Por Bruna
16/10/2026 às 14:55
“Má Decisão”: Último Diretor do SEF Critica Extinção do Serviço e Aponta Falhas na Atuação da AIMA e da PSP

A marcar o balanço dos três anos desde a criação da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) — medida que decretou a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e do Alto Comissariado para as Migrações (ACM) —, o último diretor do SEF, Paulo Batista, veio a público tecer duras críticas ao processo político de transição e à atual gestão da política migratória em Portugal.

Numa entrevista concedida ao podcast Lusa Extra, Paulo Batista classificou o encerramento do SEF como uma “má decisão” e sustentou que os problemas estruturais de acumulação de processos e de acompanhamento dos imigrantes continuam por resolver.

Mapeamento das Declarações e Principais Críticas de Paulo Batista

Dimensão CríticaAnálise e Posições do Antigo Diretor do SEF
Balanço da ExtinçãoConsidera que a medida enfraqueceu o modelo integrado que reunia controlo de fronteiras, permanência, asilo, emissão documental e fiscalização sob o mesmo teto.
A Acumulação de PendênciasAponta que, na fase final do SEF, a motivação decaiu face ao iminente fecho e que a AIMA herdou um passivo monumental que a fragmentação de competências não conseguiu estancar.
Fragmentação InstitucionalDefende que a repartição de tarefas por vários organismos sem a devida articulação — agravada pela criação de unidades de estrangeiros na PSP — distorce o foco, privilegiando a vertente punitiva e persecutória em detrimento do acompanhamento e integração.
O Risco da Exclusão SocialAlerta para o persistente isolamento e “guetização” de comunidades imigrantes em bairros degradados, o que alimenta estigmas sociais com graves repercussões futuras.

A Polémica em Torno do Controlo Migratório em Portugal

As declarações de Paulo Batista reacendem o debate político em torno da arquitetura de segurança e acolhimento em Portugal. Enquanto o atual executivo tem apostado na reorganização administrativa, no reforço financeiro do Plano de Ação para as Migrações e na integração operativa da PSP nas valências de fronteira, vozes críticas do setor sustentam que a perda de um organismo centralizado e especializado deixou lacunas profundas na resposta aos cidadãos estrangeiros e na celeridade dos processos pendentes.

Comunidade: O Futuro da Gestão Migratória

  • Considera que o modelo atual — com a divisão de competências entre a AIMA, a PSP e outras entidades — é mais eficiente do que o antigo modelo centralizado do SEF?

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