Ação Social no Ensino Superior 2026/2027: Conheça as Novas Bolsas, Apoios ao Alojamento e Regras

O Governo e o Ministério da Educação e Ensino Superior anunciaram a reformulação do Sistema de Ação Social no Ensino Superior para o ano letivo 2026/2027. A implementação será faseada e traz mudanças profundas na forma como as bolsas de estudo e as ajudas de custo para habitação universitária são calculadas e atribuídas.
O grande objetivo do novo modelo é garantir a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino universitário e politécnico, ajustando os apoios ao custo de vida real de cada cidade académica.
Mapeamento do Novo Sistema de Ação Social (2026/2027)
Conheça as principais medidas e valores previstos para o arranque do próximo ano letivo:
| Medida / Apoio | Valor / Aumento | Público-Alvo e Condições |
| Bolsa de Incentivo | 1 075 € | Estudo no 1.º ano para estudantes no 1.º Escalão do Abono de Família (atribuição automática) |
| Manutenção da Bolsa de Incentivo | 1 075 € | Condicionada ao aproveitamento escolar nos anos letivos seguintes |
| Apoio ao Alojamento (Bolseiros Deslocados) | 161 € (+20%) | Estudantes deslocados com prioridade na ocupação de camas em residências públicas |
| Opção por Alojamento Privado | Mantém apoio | Estudantes com direito a vaga em residência podem optar pelo mercado privado sem perder o subsídio |
As Duas Grandes Mudanças no Cálculo das Bolsas de Estudo
A partir do ano letivo 2026/2027, o cálculo do valor final da bolsa de estudo abandona a fórmula única nacional e passa a considerar dois fatores dinâmicos:
- Custo Real de Estudar na Localidade/Instituição: O valor da bolsa passa a ter em conta as disparidades de custo de vida entre as diferentes cidades universitárias (como Lisboa, Porto, Coimbra, Braga ou Évora), ajustando o valor gasto em propinas, transportes e alimentação.
- Capacidade Financeira Efetiva do Agregado Familiar: Avaliação mais precisa do rendimento que a família pode efetivamente disponibilizar para suportar os custos da frequência do Ensino Superior.
Alojamento Académico: Maior Flexibilidade e Financiamento
O financiamento por cama nas residências académicas públicas terá um reforço superior a 20%, fixando o apoio de base ao alojamento para estudantes bolseiros deslocados nos 161 euros.
Uma das grandes novidades é a flexibilidade de escolha: o estudante bolseiro que tenha prioridade no acesso a uma vaga nas residências universitárias públicas pode optar por arrendar um quarto no mercado privado sem perder o direito ao montante do apoio.
Atribuição Automática no 1.º Ano: Os estudantes que ingressarem no Ensino Superior e pertençam a agregados familiares no 1.º Escalão do Abono de Família não precisam de submeter processos burocráticos complexos para receber a Bolsa de Incentivo de 1 075 € no 1.º ano, sendo a validação feita por cruzamento de dados.
Comunidade: O Que Acha do Novo Modelo de Ação Social?
A transição para um cálculo baseado no custo de vida local responde a uma reivindicação antiga das associações de estudantes.
- Acredita que o reforço no apoio ao alojamento e a Bolsa de Incentivo vão ajudar a fixar mais estudantes no Ensino Superior? Já sabe como fazer a candidatura no portal da DGES?
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