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AIMA Deixa Menina de 5 Anos com Paralisia Cerebral sem Cartão de Residência em Portugal

Por Bruna
12/08/2026 às 08:36
AIMA Deixa Menina de 5 Anos com Paralisia Cerebral sem Cartão de Residência em Portugal

O caso da pequena Diana Marques Vieira, uma menina brasileira de apenas 5 anos que sofre de paralisia cerebral grave e apresenta mais de 90% de incapacidade, tem gerado forte indignação e destaque mediático após denúncias veiculadas pelo PÚBLICO Brasil.

Apesar de os pais — Gilvan Vieira e Elisangela Jummes, empresários estabelecidos em Portugal desde 2021 — estarem totalmente regularizados e terem cumprido todos os trâmites do reagrupamento familiar, a emissão do título de residência da criança continua por concretizar, criando barreiras críticas no acesso a apoios de saúde e à educação especial.

Mapeamento do Caso e Condição de Vulnerabilidade

Parâmetro / CategoriaDetalhes da Situação de Diana Vieira
Identidade / IdadeDiana Marques Vieira | 5 anos de idade
Condição ClínicaParalisia cerebral (forma discinética), epilepsia, disfagia severa e dependência de botão gástrico
Grau de Incapacidade> 90% de incapacidade (Nível V na escala GMFCS – dependência motora total)
Cronologia do ProcessoChegada em outubro de 2021; atendimento biométrico realizado em janeiro de 2026 no Porto; cartão em falta
Impactos ReaisAtrasos no apoio escolar especializado, acesso a produtos da APPC (paralisia cerebral) e impossibilidade de viajar
Resposta Oficial da AIMAProcesso deferido em abril de 2026; cartão encontra-se atualmente em fase de emissão

O Calvário Burocrático e a Realidade Clínica de Diana

A família reside e trabalha legalmente em Portugal há quase cinco anos, cumprindo escrupulosamente todas as obrigações fiscais e contributivas. No entanto, o processo de reagrupamento familiar da filha arrastou-se devido às sucessivas barreiras e à falta de vagas nos antigos serviços do SEF e, posteriormente, na AIMA.

Após o pagamento das taxas (DUC) e a recolha de dados biométricos efetuada num posto do Porto em janeiro de 2026, o cartão físico nunca chegou às mãos da família.

A condição de saúde de Diana exige cuidados intensivos permanentes:

  • Dependência Total: Encontra-se no nível máximo de limitação motora, não controlando os movimentos do tronco ou cabeça e alimentando-se exclusivamente por botão gástrico.
  • Necessidades Terapêuticas: Está em reabilitação contínua (fisioterapia, terapia ocupacional e da fala) desde 2022.

Impactos Críticos na Qualidade de Vida e Inclusão

O silêncio administrativo e a ausência do documento físico têm provocado bloqueios severos no quotidiano da criança:

  1. Inclusão Escolar: A ausência de estatuto regularizado dificulta a atribuição rápida de uma assistente operacional (tarefeira) indispensável para acompanhar a menor em segurança no ambiente escolar.
  2. Apoios do SNS e APPC: Dificuldades na agilização e cedência de produtos de apoio essenciais prescritos pela Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC).
  3. Impossibilidade de Deslocação: A família fica impedida de viajar para fora do território nacional para recorrer a tratamentos médicos especializados no estrangeiro devido à falta de identificação oficial da menor.

A Resposta Oficial da AIMA

Confrontada pelo PÚBLICO Brasil e após a denúncia enviada à Provedoria de Justiça, a AIMA emitiu um esclarecimento oficial:

  • Processo Dedeferido: A agência assegura que o processo de Diana foi deferido em abril de 2026, dentro do prazo legal de nove meses estipulado, e que o cartão de residência se encontra em fase de emissão.
  • Legalidade da Permanência: A AIMA reforça que, independentemente da entrega do suporte físico, os cidadãos estrangeiros com processos em curso e a aguardar decisão final (incluindo crianças e jovens) não se encontram em situação de irregularidade em Portugal.
  • Reforço Operacional: O organismo sublinhou que realizou dezenas de milhares de agendamentos e atendimentos no âmbito do reagrupamento familiar ao longo de 2026, mantendo o compromisso de acelerar a emissão de cartões pendentes.

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