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Greve Nacional na CP a 30 de Outubro Ameaça Paralisar Circulação de Comboios em Portugal

Por Bruna
26/10/2026 às 09:29
Greve Nacional na CP a 30 de Outubro Ameaça Paralisar Circulação de Comboios em Portugal

A mobilidade em Portugal prepara-se para um final de mês particularmente complexo. Os revisores, trabalhadores de bilheteiras e chefias da CP – Comboios de Portugal vão paralisar durante 24 horas na próxima sexta-feira, 30 de outubro de 2026.

A greve, convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), antecipa fortes perturbações na circulação ferroviária a nível nacional, com impactos expectáveis a começar já na véspera (29) e a prolongar-se pelo dia seguinte (31). O dia coincidirá ainda com uma das greves parciais já agendadas para o Metropolitano de Lisboa (entre as 05h00 e as 10h00), agravando a pressão sobre as deslocações pendulares.

Mapeamento das Reivindicações e Políticas de Reembolso da CP

Dimensão da ParalisaçãoDetalhes e Enquadramento Operacional
Data e Serviços AfetadosSexta-feira, 30 de outubro de 2026 (24 horas). Abrange comboios Urbanos, Regionais, Inter-Regionais, Intercidades, Alfa Pendular e Internacional.
Reembolsos e TrocasClientes com bilhetes adquiridos para os serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, Inter-Regional e Regional têm direito ao reembolso integral ou troca gratuita para outro comboio da mesma categoria/classe, diretamente no site/app ou nas bilheteiras até 10 dias após a greve.
Principais ReivindicaçõesRecuperação do poder de compra perante a inflação (habitação, combustíveis, bens essenciais e energia), atualização com efeitos retroativos a julho de 2026 do subsídio de deslocação/transporte e compensação por trabalho em dias de descanso.
Exigências Estruturais e BTEPublicação imediata no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE) dos acordos salariais em vigor de 2025 e 2026, revisão do Acordo de Empresa e do Regulamento de Carreiras, além da adequação dos horários oficiais ao estado real da infraestrutura para travar o desgaste da imagem profissional face a atrasos constantes.

O Impacto no Bolso das Famílias Ferroviárias e a Coincidência em Lisboa

De acordo com o coordenador do SFRCI, Luís Bravo, os aumentos salariais até agora acordados revelaram-se manifestamente insuficientes perante o aumento galopante do custo de vida. A situação é particularmente sentida nas despesas de transporte dos próprios funcionários, obrigados a deslocações em viatura própria fora dos horários de transportes públicos convencionais e a arcar com encargos de combustível e estacionamento para poderem operar os serviços.

O protesto ganha peso acrescido na Área Metropolitana de Lisboa: ao cruzar-se no dia 30 de outubro com a paralisação matinal do Metro de Lisboa, prevê-se uma sexta-feira de enorme congestionamento viário e constrangimentos severos para centenas de milhares de passageiros.

Comunidade: Mobilidade e Direitos Laborais

  • Como planeia gerir as suas deslocações face à conjugação das greves na CP e no Metro de Lisboa marcadas para o final deste mês de outubro?

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