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“Políticas Racistas e Xenófobas”: Solidariedade Imigrante Aponta Bateria Pesada Contra o Governo e a AIMA

Por Bruna
14/10/2026 às 14:45
“Políticas Racistas e Xenófobas”: Solidariedade Imigrante Aponta Bateria Pesada Contra o Governo e a AIMA

A assinalar os três anos desde a criação da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), o presidente da Solidariedade Imigrante — a maior associação de defesa dos direitos dos imigrantes em Portugal —, Timóteo Macedo, lançou duras críticas à política governamental para o setor, classificando-as como “racistas, xenófobas e neocoloniais”.

Em entrevista prestada à Lusa, o dirigente associativo acusou o Executivo de favorecer os estrangeiros com maiores recursos financeiros e de fomentar um ambiente de litigância que prejudica os cidadãos mais vulneráveis.

Mapeamento das Principais Críticas e Acusações

Dimensão CríticaDeclarações e Posições da Solidariedade Imigrante (Timóteo Macedo)
A Linha Política AtualAcusações de políticas “racistas e xenófobas”, alimentadas por uma “mentalidade neocolonial” e por preconceitos religiosos/étnicos (como o crescimento da islamofobia).
Balanço da AIMAEmbora reconhecendo que foi positivo retirar a imigração da alçada policial (após a extinção do SEF e o histórico de graves abusos), a atuação do atual governo PSD/CDS veio “interromper” essa evolução e alinhar-se com agendas de extrema-direita na Europa.
“Negócio da Litigância”A AIMA é acusada de preferir a via judicial, obrigando os imigrantes a recorrer a advogados caros e a tribunais administrativos para obter agendamentos (como no caso do reagrupamento familiar), penalizando quem não tem recursos.
Esvaziamento da Sociedade CivilO Governo é criticado por “terciarizar” os serviços e reduzir as associações a prestadoras administrativas de serviços dependentes de projetos.
Saída de ImigrantesAlerta para o facto de muitos cidadãos estrangeiros estarem a abandonar Portugal rumo a países com políticas mais inclusivas (como Espanha), devido ao clima de instabilidade e às barreiras burocráticas.

O Drama do Reagrupamento Familiar e a Guetização

Entre as denúncias mais contundentes figura a situação do reagrupamento familiar, onde se registam centenas de bloqueios diários. Segundo a associação, o sistema atual empurra os requerentes para vias judiciais onerosas, criando uma barreira económica insuperável para os imigrantes de menores rendimentos.

Timóteo Macedo alertou ainda para o risco de “guetização” das comunidades imigrantes e das camadas mais carenciadas da população portuguesa, apontando o dedo ao abandono habitacional e social de bairros periféricos.

Comunidade: O Rumo das Políticas de Imigração

  • Como avalia as críticas da Solidariedade Imigrante em relação aos obstáculos burocráticos, ao custo da via judicial e à integração dos cidadãos estrangeiros em Portugal?

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